domingo, agosto 02, 2026

Missão: salvar os álbuns!

 Há dias descobri que ajudar a mãe a organizar fotografias pode ser uma aventura.

Começámos por abrir um álbum.

Depois outro.

E outro.

E, quando demos por isso, já havia uma pequena montanha de álbuns espalhados pela sala.

Ao todo, passaram-nos pelas mãos cerca de cinquenta álbuns fotográficos (fora as cassetes Digital 8, os DVD's, negativos de fotografias, Revistas e Jornais com datas específicas e muito, muito mais!).

Uns precisavam apenas de uma limpeza. Outros tinham fotografias que, ao fim de tantos anos, já tinham decidido saltar das páginas e tiveram de voltar ao lugar, desta vez com etiquetas de dupla face novas. Também aproveitámos para identificar pessoas, completar datas e acrescentar algumas notas que ainda faltavam.

A mamã ainda digitalizou o álbum de fotografias da sua avó, a nossa bisavó Clara. Pelo menos um dos 3 álbuns dela, o mais antigo...

Foi um trabalho demorado, mas também uma viagem no tempo. Principalmente para a mamã...

O mais curioso é que apenas dois destes álbuns foram criados de raiz. Todos os outros já existiam. Estavam apenas à espera de uma revisão, de pequenos arranjos e de algum carinho para continuarem a guardar as nossas histórias durante muitos anos.

Confesso que até gostei de ajudar. Pelo caminho fui encontrando fotografias que nunca tinha visto, outras que já nem me lembrava que existiam e muitas histórias que acabaram por ser contadas outra vez.

Quem diria que arrumar fotografias podia ser uma forma de viajar no tempo?



P.M.A. (Post Multos Annos): Se ouvirem alguém dizer "é só rever um álbum", desconfiem. Normalmente são... cinquenta.

O álbum que me faltava...

 Há dias a mãe começou mais uma das suas expedições às caixas, discos, fotografias, vídeos e papéis. Quando ela diz que vai "só arrumar um bocadinho", já sabemos que é melhor não fazer planos para o resto do dia (ou semana!).

Tudo começou porque decidiu organizar melhor o arquivo da família. Não só por causa da genealogia, que a acompanha desde antes de nós nascermos, mas também para que um dia possamos mais facilmente, rever todas estas memórias.

Foi então que fez uma descoberta (triste, muito triste!):

O Tiago tem um álbum de bebé. Na verdade... tem três. Eu... nenhum (?). Fez-se silêncio...

Voltámos as duas a procurar.

Silêncio outra vez.

A conclusão era simples: eu não tinha álbum de bebé!

Não quer dizer que me tenham fotografado menos. Muito pelo contrário. Há fotografias para dar e vender, ecografias, vídeos, documentos, apontamentos... Tudo isso existe.

Só nunca chegou a transformar-se num álbum.

A vida tem destas coisas. Há alturas em que há tempo para escolher a fotografia perfeita, escrever legendas bonitas e colar tudo direitinho. E há outras em que o importante é simplesmente guardar as memórias para um dia mais tarde.

Esse "mais tarde" chegou agora.

Depois de uma longa pesquisa, a mãe encontrou finalmente um álbum de que gostou mesmo.

Gostou porque não tenta ser "da moda". Não tem personagens conhecidas nem cores que daqui a meia dúzia de anos já pareçam antigas. Tem páginas para escrever, espaço para fotografias e aquele ar delicado dos livros feitos para serem abertos muitas vezes, mesmo daqui a muitos anos.

Este é diferente.

Parece mais um livro de memórias do que um álbum infantil. Tem espaço para escrever, para contar pequenas histórias e para juntar fotografias sem pressa. É daqueles livros que imaginamos abrir daqui a vinte ou trinta anos, sem parecer fora do tempo.

Por isso ela decidiu começar do princípio.

Está agora a preencher, com cerca de 17 anos de atraso, o meu Livro do Bebé.

(17 porque o Álbum é sobre o 1º ano de vida do bebé e eu, já vou fazer 20 em dezembro)

E, já que anda mergulhada nas nossas primeiras fotografias, ecografias, datas e histórias, também este blog vai aproveitar a viagem.

Parece que ainda há muita coisa por contar.

Afinal, as memórias nunca estiveram perdidas. Estavam apenas à espera que alguém tivesse tempo para lhes voltar a pegar.

P.M.A. (Post Multos Annos): Nunca é tarde para começar um Livro do Bebé. Só é preciso um bebé com um bocadinho mais de barba, estrias... ou de rugas.

ATENÇÃO: Nenhum desses é o meu caso!

Apresentamos o Muffin Marquês de Sir Dine!

Muffin Deverá ter nascido em maio de 2018, mais ou menos. Chegou aqui ao Reino a 23 de julho do mesmo ano.

Digam lá que não parece mesmo um anjinho?? (NOT) Muffin Muffin
P.M.A. (Post Multos Annos): Mais vale apresentá-lo tarde do que nunca, pois este "bebé" com ar de anjinho, já tem mais de 8 anos e idade para ter juízo, que definitivamente NÃO TEM!

Registo Ecográfico Comparativo: Rewinding

Vamos lá a comparar então, e efetivamente, quem era mais maior grande: eu ou o meu irmão?

Ainda andamos por aqui... quase 22 anos depois!

 Olá outra vez!!


Sim, nós sabemos. Quase vinte e dois anos sem dizer nada não é propriamente uma pausa. É mais um daqueles intervalos que começam por "já volto" e acabam duas décadas depois.

A verdade é que a vida aconteceu. Crescemos, fomos acumulando histórias, fotografias, vídeos, desenhos, trabalhos da escola, documentos e um sem-fim de memórias que nunca chegaram aqui. O blog ficou parado, mas a vida não.

Entretanto, a mãe continuou a fazer aquilo de que já gostava muito antes de nós nascermos. Anda metida na genealogia desde (pelo menos) 1991 e tem uma estranha felicidade em organizar caixas, datas, fotografias, documentos e histórias de família. Ultimamente decidiu pôr ordem em tudo. Não apenas para reconstruir o passado da família, mas também para que um dia nós possamos, se quisermos, percorrer este caminho para trás.

Foi nessa arrumação que aconteceu uma descoberta inesperada.

O Tiago tem... um, dois... talvez três álbuns de bebé. A Joana... nenhum.

Na verdade, faz sentido. Os primeiros anos da Joana foram vividos a correr, entre muitas preocupações e desafios que quem acompanhou este blog talvez ainda se lembre. Houve coisas mais importantes para resolver do que colar fotografias em folhas coloridas.

Mas isso não significa que essas memórias não existam.

Existem. Estavam espalhadas por postais, cartas, portefólios, caixas, envelopes, CDs, DVDs, pastas, cartões de memória e milhares de ficheiros. Só precisavam de alguém suficientemente teimoso para os juntar todos. A mãe voluntariou-se. Ou talvez nunca tenha tido grande hipótese.

Comprou finalmente um álbum de bebé para a Joana e começou a preenchê-lo. E, para o fazer, teve de voltar ao princípio. Rever ecografias, fotografias, vídeos, datas, apontamentos e pequenos episódios que já quase ninguém se lembrava.

Foi então que percebemos uma coisa.

Há histórias que nunca chegaram a ser escritas aqui.

Por isso, este blog vai voltar a ganhar vida. Não para fingir que estes vinte e dois anos não existiram, mas precisamente porque existiram. Vamos recuperar memórias, comparar fotografias, revisitar momentos e acrescentar tudo aquilo que ficou por contar.

O arquivo termina numa determinada altura. A partir de agora, começa também a contar a história de quem o voltou a abrir.

 *

P.M.A. (Post Multos Annos): Depois de milhares de sestas, imensos trabalhos de casa, muitos exames e uns quantos discos rígidos, retomamos finalmente a emissão.

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