Há dias a mãe começou mais uma das suas expedições às caixas, discos, fotografias, vídeos e papéis. Quando ela diz que vai "só arrumar um bocadinho", já sabemos que é melhor não fazer planos para o resto do dia (ou semana!).
Tudo começou porque decidiu organizar melhor o arquivo da família. Não só por causa da genealogia, que a acompanha desde antes de nós nascermos, mas também para que um dia possamos mais facilmente, rever todas estas memórias.
Foi então que fez uma descoberta (triste, muito triste!):
O Tiago tem um álbum de bebé. Na verdade... tem três. Eu... nenhum (?). Fez-se silêncio...
Voltámos as duas a procurar.
Silêncio outra vez.
A conclusão era simples: eu não tinha álbum de bebé!
Não quer dizer que me tenham fotografado menos. Muito pelo contrário. Há fotografias para dar e vender, ecografias, vídeos, documentos, apontamentos... Tudo isso existe.
Só nunca chegou a transformar-se num álbum.
A vida tem destas coisas. Há alturas em que há tempo para escolher a fotografia perfeita, escrever legendas bonitas e colar tudo direitinho. E há outras em que o importante é simplesmente guardar as memórias para um dia mais tarde.
Esse "mais tarde" chegou agora.
Depois de uma longa pesquisa, a mãe encontrou finalmente um álbum de que gostou mesmo.
Este é diferente.
Parece mais um livro de memórias do que um álbum infantil. Tem espaço para escrever, para contar pequenas histórias e para juntar fotografias sem pressa. É daqueles livros que imaginamos abrir daqui a vinte ou trinta anos, sem parecer fora do tempo.
Por isso ela decidiu começar do princípio.
Está agora a preencher, com cerca de 17 anos de atraso, o meu Livro do Bebé.
(17 porque o Álbum é sobre o 1º ano de vida do bebé e eu, já vou fazer 20 em dezembro)
E, já que anda mergulhada nas nossas primeiras fotografias, ecografias, datas e histórias, também este blog vai aproveitar a viagem.
Parece que ainda há muita coisa por contar.
Afinal, as memórias nunca estiveram perdidas. Estavam apenas à espera que alguém tivesse tempo para lhes voltar a pegar.
P.M.A. (Post Multos Annos): Nunca é tarde para começar um Livro do Bebé. Só é preciso um bebé com um bocadinho mais de barba, estrias... ou de rugas.
ATENÇÃO: Nenhum desses é o meu caso!

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