domingo, setembro 27, 2026

O Mistério da Casa de Banho: Um Caso Não Resolvido

 Há histórias que se contam e que as pessoas duvidam. Há histórias que se contam e a nossa própria mãe chora a rir. E há histórias como esta, que reúnem as duas coisas ao mesmo tempo, e que eu ainda não consegui processar completamente apesar de já ter passado o ano letivo de 2024/2025 inteiro a tentar.

Vamos começar do início, com calma, porque este caso merece ser contado com o respeito que um bom mistério exige.
Era uma manhã normal. Tinha acabado de sair da primeira aula e ia mudar de sala — uma das pequenas alegrias da faculdade. Desço as escadas, tranquilo, sem desconfiar de nada, e é aí que a normalidade decide pedir a demissão.
Havia uma linha. Não um rasto qualquer, note-se — uma linha. Nas escadas. No corredor. Feita de nódoas castanhas cuja origem eu, sinceramente, preferia continuar a desconhecer.
As auxiliares já estavam ali, indignadíssimas, porque obviamente alguém ia ter de limpar aquilo, e ninguém se ofereceu como voluntário para a tarefa (compreensivelmente).
Mas aqui é que a história deixa de ser "nojenta" e passa a ser genuinamente digna de um episódio de investigação paranormal: a linha saía da casa de banho e ia pelo corredor e pelas escadas. Dois sítios diferentes. Ao mesmo tempo. Como se a substância em questão tivesse decidido dividir-se em equipas para explorar mais eficientemente o edifício.
Segui um dos rastos. Alguém saiu da WC, chegou a meio do caminho... e voltou para trás, saindo da escola. Sozinho. Sem testemunhas. Ninguém viu nada. 
E já agora, não, não foi partida de ninguém — o cheiro que vinha da casa de banho confirmava isso com uma autoridade que dispensava qualquer dúvida.
E a casa de banho em si? Um cenário digno de filme de terror de baixo orçamento. Parecia um campo de paintball (de acordo com um corajoso amigo meu, que resolveu ver para crer) só que a "tinta" não era tinta nenhuma.
Convém sublinhar o contexto: isto não era um infantário. Era uma universidade pública, frequentada por adultos entre os 18 e os 25 e tais anos. Pessoas crescidas. Com, presumivelmente, capacidades motoras e sentido de orientação para uma casa de banho.
Agora, a parte que transforma isto de "nojento" em "inexplicável": a mancha ia em direção à saída do edifício, mas a certa altura parava. Do nada. Como se a pessoa (ou entidade) responsável se tivesse simplesmente teletransportado dali para fora. Também não era caso de uma funcionária a arrastar um saco do lixo cheio de borras de café a pingar — porque a mancha tinha pedaços. E havia rasto não só nos degraus, mas também na parede de cada degrau. Nem isso escapou.
O rasto começava na casa de banho, parava a meio do corredor, e parava a meio das escadas. Como se a física tivesse decidido tirar o dia de folga.
Sempre que conto esta história à minha mãe, ela chora de tanto rir — e ela não é propriamente estranha a estas andanças, sendo professora do 1º ciclo e tendo testemunhado cenas semelhantes ao longo da carreira. A diferença é que as dela ficavam contidas dentro da casa de banho. As minhas tinham ambições geográficas.
Se acham que isto soa mau só de ler, garanto-vos que a imaginação fica muito aquém da realidade. Eu estive lá. Vi. Cheirei. Nunca mais fui o mesmo.
Isto devia ter sido investigado pelos Ficheiros Secretos. No mínimo, merecia uma equipa da CSI: Corredor Universitário.

Caso por resolver.

🎓 O baile de finalistas II

 Na sequência de 🎓 O baile de finalistas I

Este ano foi o meu!

O tempo voa mesmo 😊

*

A "comissão de festas" pediu-nos para escolhermos uma foto nossa, de quando éramos pequenos, para serem criados marcadores de mesa.

Aqui está o meu 💖

Como podem ver, há coisas que nunca mudam...
Os caracóis e o ar de "onde é que eu me vim meter?!" ou "como é que isto aconteceu?!" continuam iguais...

segunda-feira, setembro 14, 2026

Ai eu...

Hoje a minha mãe pediu-me:

“Joana, ajuda aqui a dobrar os lençóis...”

Eu olhei para ela e desatei-me a rir.

Ela perguntou-me porquê e eu respondi a rir:

“E se eu tivesse nascido sem braços?” 🤣

A minha mãe, sem hesitar:

“Dobravas com os pés!”

E, como se isso ainda não fosse suficiente, começou a enumerar as vantagens para ela:

“Tinhas menos unhas para cortar, não desarrumavas os brinquedos quando eras pequena, não comias rebuçados às escondidas como aconteceu tantas vezes...”

🤣🤣🤣

Confesso que, nesta altura, já nem estava a conseguir dobrar os lençóis de tanto rir.

Tenho 18 anos. E continuo a arranjar maneiras de tentar escapar às tarefas domésticas. 😂

Só não estava à espera de descobrir que a minha mãe já tem um plano alternativo para o caso de eu aparecer sem braços.

Dobrava com os pés.

Problema resolvido. 😌

Agora vou ali ajudar a dobrar os lençóis antes que ela se lembre de mais vantagens. 🤣

sábado, setembro 12, 2026

🎂 Hoje faço 22 anos!

Parabéns para mim! 🎂🎉

É estranho pensar que já passaram 22 anos desde aquele dia em que cheguei a este mundo. 😅

Quando era mais pequeno, nunca pensei muito no que seria ter 22 anos. Parecia uma idade muito distante, quase de adulto a sério.

E agora estou aqui.

22 anos depois, continuo a fazer parte deste blog que começou quando eu ainda era pequeno e onde ficaram tantas coisas que fui escrevendo ao longo dos anos.

É engraçado voltar atrás e encontrar textos que escrevi quando tinha 2, 5, 10 ou 13 anos. Algumas coisas já nem me lembrava que tinham acontecido. Outras fazem-me pensar: como é que eu escrevia isto?! 😂

Mas, no fundo, é precisamente por isso que gosto que este blog ainda exista.

Porque guarda bocadinhos de quem eu fui.

E agora começa mais um capítulo. Tenho pela frente uma nova etapa, com o mestrado a começar e muitas coisas novas para descobrir.

Por isso, aos 22 anos, acho que posso dizer que continuo a andar por aqui. 🙂


P.M.A. (Post Multos Anos):
Escrevo isto em 2026, aos 22 anos, e é curioso pensar que este blog começou quando eu tinha apenas 2 anos. Na altura, provavelmente não fazia ideia de que um dia iria voltar aqui para ler coisas que eu próprio escrevi.

quarta-feira, setembro 09, 2026

🚆 Um passeio de transportes... que correu mal

Hoje fui de comboio até meio do percurso que precisava de fazer.

Até aqui, tudo bem.

Depois teria de apanhar um autocarro para chegar ao destino.

Só que, por engano, apanhei o autocarro... para o sítio de onde tinha acabado de vir. 🤦‍♂️

Ou seja, fiz uma viagem de comboio para me aproximar do destino e, depois, apanhei um autocarro para voltar para trás.

Conclusão: perdi tempo, não fui para onde queria e ainda tive direito a um passeio turístico completamente desnecessário. 😂

E, como se não bastasse, o autocarro estava cheio de pessoas com um odor corporal bastante forte (e ainda não era meio-dia!).

Foi aí que percebi uma coisa:

Estou a ficar velho. 😩

Não porque tenha (QUASE) 22 anos.

Mas porque já estou a começar a ter experiências de velho nos transportes públicos. 😂


P.M.A. (Post Multos Anos):
Aos (QUASE) 22 anos, descobri que envelhecer pode começar por apanhar o autocarro errado. O próximo passo deve ser começar a reclamar que “antigamente os transportes eram melhores”. 😜

terça-feira, setembro 01, 2026

Próximo desafio... Praxe!

 Como se entrar na universidade já não trouxesse novidades suficientes, a Joana “descobriu” entretanto que há todo um novo vocabulário para aprender.

Uma das primeiras palavras:

Praxe.

E, pelos vistos, ela ainda nem é oficialmente caloira.

Primeiro há uma espécie de estatuto de pré-caloira, reservado a quem acaba de entrar pela primeira vez no ensino superior.

Há palavras novas, tradições novas, atividades de acolhimento, estudantes mais velhos, padrinhos e madrinhas e até um batismo.

E há um kit.


Claro que há um kit. 😂

A ideia, pelo menos segundo as regras que fomos descobrir, é que tudo isto sirva para receber e integrar os novos alunos, criar espírito de camaradagem e entreajuda e ajudá-los a conhecer este novo mundo.

Agora, aquilo que ainda não sabemos é o mais importante:


Como é que vai ser a praxe da Joana?

O que é que lhe vão pedir?

Vai achar piada?

Vai ficar envergonhada?

Vai chegar a casa a contar tudo?

Ou vai entrar pela porta e dizer apenas:


“Não vou contar.” 😏

Uma coisa sabemos: a participação tem de respeitar a vontade e a integridade dos estudantes. E há regras para que a tradição não se transforme numa coisa completamente diferente daquilo que deve ser.

Portanto, para já, ficamos à espera.

A matrícula está feita.

O seguro está pago.

A propina também.

A faculdade já foi visitada.

O caminho já foi cronometrado.

Falta agora uma coisa:


Sobreviver à primeira semana como caloira em potência. 😜

E depois logo vemos.

Continua...

sábado, agosto 29, 2026

E agora? É que isto está mesmo a acontecer...

 A parte de entrar na universidade já está resolvida.

Fui colocada na primeira opção, a matrícula já está feita online, o seguro está pago e a propina também.

Portanto, oficialmente, está tudo tratado.

Na minha cabeça é que ainda há umas quantas coisas por tratar. 😅

Material escolar?

Afinal, o que é que é preciso levar para a faculdade?

Cadernos? Computador? Canetas? Tudo? Nada?

E as disciplinas?

Como serão as aulas? Será que vou gostar? Será que vou conseguir acompanhar? Será que vou conhecer muitas pessoas novas, ou só as necessárias?

E depois há a parte prática.

Já fui conhecer a faculdade com o papá e aproveitei para fazer o percurso completo.

Saiu do transporte que terei de utilizar, cronometrei a caminhada até ao local onde vou ter aulas e fiquei a saber exactamente quanto tempo preciso para lá chegar.

Porque uma coisa é saber onde vou estudar. Outra, bem diferente, é saber como é que chego lá a horas. 😏

Agora falta descobrir o resto.

Onde são as salas.

Como funciona o horário.

Quem serão os colegas.

Que professores vou encontrar.

E, provavelmente, mais umas quantas coisas que ainda nem sequer me lembrei de perguntar.

A verdade é que a ansiedade já começou a aparecer por aqui.

É normal.

Afinal, é uma mudança grande.

Há aquela vontade de começar, mas também há o medo de não saber muito bem o que me espera.

É o princípio de uma etapa nova.

E, desta vez, não há mochila preparada pela mamã, nem alguém a dizer onde é a sala, nem ninguém a levar-me pela mão até à porta.

Agora é mesmo só comigo.

Esta caloira está quase pronta.

Ou pelo menos... estou tão pronta quanto é possível estar quando ainda não sei muito bem ao que vou. ❤️

Mãe, re-colocada!

Mais uma vez.

Depois da Joana, parece que chegou a vez da mamã.

Não sabemos muito bem como isto funciona, mas, depois de tantos anos a acompanhar candidaturas, matrículas, reuniões, trabalhos, testes, exames, horários, mochilas, consultas, recados e outras coisas que a mãe aparentemente nunca se cansa de organizar... também recebeu uma colocação.🎓

😏 Parece ser um curso sem data de conclusão...

E não há equivalências que valham. ❤️

Já lá vão uns anitos de formação prática... e ainda não lhe deram o diploma 😂, apesar de eu considerar que seja o curso mais exigente e difícil do mundo, é também o mais importante. 😅

Colocada há muitos anos e, pelos vistos, sem possibilidade de transferência! E também não vejo a reforma à vista. 😂

E nós cá estaremos para continuar a dar-lhe trabalho. ❤️

Coragem mamã... 

*

Não sou de intrigas, mas ouvi dizer que esse curso pode até parecer muito fácil para quem vai às aulas teóricas, mas quando chegam as práticas, é bem mais exigente do que parece.

Nos exames, então aí, a coisa parece que descamba…pensas que estás preparada, que estudaste a matéria toda, vais cheia de confiança, mas eis a surpresa: nunca sai a matéria que foi lecionada 😇😅
O normal, portanto... 😂😂

domingo, agosto 23, 2026

Como aturar a nova caloira da casa em modo 24/7

Bom, a primeira coisa é praxá-la!

Acredito que a mamã seja já a primeira! 😂😂 


Hoje, em 2026, é fácil olhar para esta notícia e pensar apenas:

“A Joana entrou na universidade.”

Mas quem acompanha este blogue desde que nascemos, sabe que a história começou muito antes.

Começou quando ela ainda nem sabia falar, muito menos o que era uma candidatura ao ensino superior.

E foi ficando tudo registado por aqui: os primeiros anos, as histórias da escola, as férias, as frases engraçadas, os pequenos dramas, os grandes acontecimentos e até os peluches que desapareceram durante nove anos e depois reapareceram. 🧸

Agora há uma nova linha para acrescentar à nossa história:

2026/2027: caloira de Marketing. 🎓

E há uma coisa curiosa.

Depois do Tiago, que também teve o seu momento de entrada na vida adulta e que ficou registado no post "18 anos depois..." , chegou finalmente a vez da Joana.

Dois irmãos. Duas histórias. Dois caminhos.

E este nosso blogue, que começou por guardar pequenas memórias, continua por aqui a assistir à passagem do tempo.

Desta vez, com uma caloira.

Parabéns, Joana. ❤️

Agora começa outra aventura.

E, desta vez, não vale dizer que foi tudo inventado. 

Temos caloira! 🎓

Depois do Tiago chegou a vez da Joana: Temos caloira!!


Foram dias de alguma ansiedade, espera e aquela pergunta que vai aparecendo de vez em quando:

“Já saiu?”

Até que, ontem, às 15:39h, chegou finalmente o email.


O assunto dizia:

“[Candidatura 2026] Resultado da 1.ª fase”

E depois vinha a parte que estávamos todos à espera de ler:

Resultado: Colocada
Curso: Marketing


E pronto.

Depois de tantos anos a acompanhar a Joana desde os primeiros tempos no berçário, passando pela escola, pelos trabalhos, pelos testes, pelos exames e pelo 12.º ano...

entrou na universidade. ❤️

E não foi para qualquer curso.

Foi para Marketing e logo na primeira opção.


A notícia foi imediatamente partilhada com a família mais próxima e com os amigos:


“Tenho uma novidade muito especial para partilhar com vocês!

Acabámos de saber agora que a nossa Joana entrou na universidade, em Setúbal, no curso de Marketing, na sua primeira opção. 🎓

Estamos muito felizes e orgulhosos dela e desta nova etapa que agora começa.

Um beijinho nosso. ❤️”


E é assim que, quase sem darmos por isso, aquela menina que um dia chegou ao mundo e cuja história ficou aqui registada no Já Cheguei! começa agora uma etapa completamente nova.

A universidade.

Ainda há pouco tempo estávamos a escrever sobre o seu primeiro dia de escola..

Agora estamos a escrever sobre a entrada na faculdade.

O tempo tem destas partidas.

E esta é uma das boas. ❤️