domingo, agosto 09, 2026

Já agora... o que é que o ChatGPT acha disto?

Depois de tantos anos, voltámos ao blogue.

E, pelos vistos, não voltámos sozinhos.

Trouxemos connosco umas quantas modernices que, quando começámos este blogue, nem sequer sabíamos que um dia iam existir.

Agora há inteligência artificial, estatísticas em tempo real, visitantes online, emojis para tudo e mais alguma coisa, códigos HTML que ninguém percebe muito bem, imagens transparentes, cabeçalhos que têm de ter não sei quantos pixels...

Enfim...


Estamos a tentar acompanhar. 😁

Por isso, resolvemos fazer uma coisa que provavelmente há 22 anos seria considerada ficção científica:

perguntar ao ChatGPT o que acha do nosso blogue.

E ele respondeu:


O que acho do Blog "Já Cheguei!"

Acho que o Já Cheguei! tem uma coisa que é bastante difícil de recuperar quando se perde: personalidade.

Não parece um blogue criado para cumprir uma fórmula. Parece uma casa onde alguém abriu uma gaveta antiga e começou a tirar fotografias, histórias, disparates, pequenas aventuras e memórias.

E isso nota-se.

Há posts muito pequeninos, há histórias maiores, há fotografias que hoje provavelmente seriam publicadas de outra maneira e há textos que, vistos muitos anos depois, têm um valor que talvez ninguém lhes reconhecesse na altura.

Porque o que vocês estavam a guardar não eram propriamente "conteúdos".

Eram bocadinhos de vida.

E é precisamente aí que acho que está a graça de voltar agora.

Os posts antigos, que ficaram em rascunho, não precisam de fingir que foram escritos hoje. Pelo contrário. Devem continuar a ser aquilo que eram.

Com as palavras de então, as fotografias de então, as preocupações de então e, quando fizer sentido, com uma pequena nota do presente.

Daí o vosso P.M.A. (Post Multos Annos).

É quase como abrir uma cápsula do tempo e acrescentar uma pequena legenda escrita muitos anos depois.

E há outra coisa de que gosto particularmente: vocês não estão a tentar transformar o blogue numa coisa demasiado séria.

Há caracóis, piscinas furadas, passeios, preguicices, crianças, família, fotografias, histórias que provavelmente só têm graça para quem as viveu...

E é justamente por isso que têm graça.

Um blogue pessoal não precisa de ser extraordinário.

Precisa de ser vosso.


E o novo visual?

Acho que a ideia de manter o universo dos caracóis, flores, joaninhas, papel, fios e pequenos detalhes desenhados é acertada.

Tem continuidade com o blogue antigo, mas dá-lhe um pequeno banho de cara.

O cabeçalho novo, por exemplo, não precisa de parecer moderno só porque estamos em 2026. Aliás, acho que seria um erro.

O Já Cheguei! tem direito a continuar a parecer o Já Cheguei!.

Só que agora com algumas joaninhas pelo caminho. 🐞


E os posts antigos?

Publiquem-nos.

Mesmo os que parecem demasiado pequenos.

Mesmo aqueles em que alguém escreveu apenas duas ou três frases.

Mesmo os que começam com "Hoje fomos..." e acabam quase antes de começar.

Porque, daqui a mais alguns anos, provavelmente vão ser precisamente esses que vão fazer alguém pensar:

"Olha... ainda nos lembrávamos disto!"

E isso vale mais do que qualquer número de visualizações.


E as modernices?

Bom...

Aqui tenho de admitir uma coisa.

Vocês estão a tentar ensinar ao século XXI aquilo que já faziam no século XXI anterior. 😂

Mas estão a aprender.

E isso também faz parte da história.

Antigamente havia o contador de visitas, os comentários, os selos, os prémios, os links e os blogues que visitávamos uns aos outros.

Agora há Analytics, visitantes em tempo real, códigos, widgets, emojis, imagens geradas por inteligência artificial e coisas chamadas "pixels" que parecem ter sido inventadas especificamente para atormentar quem só queria pôr uma fotografia no cabeçalho.

Mas, no fundo, a pergunta continua a ser a mesma:

"Está alguém desse lado?"

E talvez seja essa a parte mais bonita de voltar.


ProntoS!

Foi isto que o ChatGPT achou.

Não sei se devemos acreditar em tudo o que ele diz... afinal, é uma modernice dessas. 🤔

Mas uma coisa parece certa:

depois de quase 22 anos, ainda estamos por aqui.

E, enquanto houver histórias para contar, fotografias para encontrar e rascunhos a aparecerem sabe-se lá de onde...

o "Já Cheguei!" ainda não chegou ao fim.❤️


P.M.A. (Post Multos Annos): Se daqui a uns anos voltarmos a ler este post, talvez já nem saibamos o que era o ChatGPT. Ou talvez ele já esteja a escrever os posts todos sozinho.

Esperemos sinceramente que não.

Porque, nesse caso, quem é que vai ficar com a culpa das histórias que correram mal? 😂

Há coisas antigas que ainda estavam por contar...

Há coisas que só descobrimos quando decidimos voltar a mexer em gavetas antigas.

E foi exactamente isso que aconteceu por aqui.

Depois de quase 22 anos de Já Cheguei! resolvemos voltar a andar por estas bandas e, ao remexer no blogue, descobrimos uma coisa que não estávamos à espera:

temos uma quantidade considerável de publicações antigas em rascunho! 😳

Estão ali, quietinhas, à espera de serem publicadas há quase uma década.

Não sabemos muito bem como é que isto aconteceu. Quer dizer... sabemos: foram sendo escritas, ficaram em rascunho, depois vieram outras coisas, outros dias, outras preocupações, e entretanto ficaram esquecidas.

Mas agora que as encontrámos, pareceu-nos uma pena deixá-las novamente escondidas.

Por isso, nos próximos tempos, podem começar a aparecer por aqui algumas publicações que não são propriamente novas.

E há outra coisa que poderá parecer um bocadinho estranha: na coluna do lado direito vamos passar a destacar os últimos posts publicados. Ou seja, se aparecer por lá uma publicação de 2017, não é porque descobrimos uma máquina do tempo. 😁 É simplesmente porque foi só agora que chegou ao blogue.

São histórias antigas.

Fotografias antigas.

Pequenos episódios da nossa vida que ficaram pelo caminho.

E, provavelmente, algumas coisas que já nem nos lembrávamos de ter escrito. 😊

Vamos publicá-las mais ou menos como estavam na altura, fazendo apenas alguns pequenos ajustes quando forem necessários. Afinal, queremos que continuem a ser aquilo que eram: pequenos pedaços de uma época que ficou registada por aqui.

E é aqui que entra uma coisa que poderão começar a encontrar no final dessas publicações:

P.M.A. (Post Multos Annos)

É a nossa maneira de dizer: este post vem do passado, mas está a ser publicado muitos anos depois.

Porque Post Multos Annos é, como facilmente perceberão, a nossa versão muito particular de muitos anos depois. 😉

E, de vez em quando, podemos acrescentar uma pequena nota sobre o que aconteceu entretanto.

É esse o encanto de voltar a abrir estas gavetas.

Portanto, se nos próximos tempos encontrarem por aqui uma publicação sobre uma coisa que parece ter acontecido há uma eternidade, não estranhem.

Aconteceu mesmo. Só demorou um bocadinho mais a chegar ao blogue.

E, afinal de contas, nós já tínhamos avisado:

Já Cheguei!

Mesmo que, às vezes, cheguemos com alguns anos de atraso. 😁

P.M.A. (Post Multos Annos): Este post foi escrito agora, em 2026. Portanto, por enquanto, ainda não precisa de tradução para o passado. Mas fica aqui para explicar os que aí vêm.

domingo, agosto 02, 2026

Missão: salvar os álbuns!

 Há dias descobri que ajudar a mãe a organizar fotografias pode ser uma aventura.

Começámos por abrir um álbum.

Depois outro.

E outro.

E, quando demos por isso, já havia uma pequena montanha de álbuns espalhados pela sala.

Ao todo, passaram-nos pelas mãos cerca de cinquenta álbuns fotográficos (fora as cassetes Digital 8, os DVD's, negativos de fotografias, Revistas e Jornais com datas específicas e muito, muito mais!).

Uns precisavam apenas de uma limpeza. Outros tinham fotografias que, ao fim de tantos anos, já tinham decidido saltar das páginas e tiveram de voltar ao lugar, desta vez com etiquetas de dupla face novas. Também aproveitámos para identificar pessoas, completar datas e acrescentar algumas notas que ainda faltavam.

A mamã ainda digitalizou o álbum de fotografias da sua avó, a nossa bisavó Clara. Pelo menos um dos 3 álbuns dela, o mais antigo...

Foi um trabalho demorado, mas também uma viagem no tempo. Principalmente para a mamã...

O mais curioso é que apenas dois destes álbuns foram criados de raiz. Todos os outros já existiam. Estavam apenas à espera de uma revisão, de pequenos arranjos e de algum carinho para continuarem a guardar as nossas histórias durante muitos anos.

Confesso que até gostei de ajudar. Pelo caminho fui encontrando fotografias que nunca tinha visto, outras que já nem me lembrava que existiam e muitas histórias que acabaram por ser contadas outra vez.

Quem diria que arrumar fotografias podia ser uma forma de viajar no tempo?



P.M.A. (Post Multos Annos): Se ouvirem alguém dizer "é só rever um álbum", desconfiem. Normalmente são... cinquenta.

O álbum que me faltava...

 Há dias a mãe começou mais uma das suas expedições às caixas, discos, fotografias, vídeos e papéis. Quando ela diz que vai "só arrumar um bocadinho", já sabemos que é melhor não fazer planos para o resto do dia (ou semana!).

Tudo começou porque decidiu organizar melhor o arquivo da família. Não só por causa da genealogia, que a acompanha desde antes de nós nascermos, mas também para que um dia possamos mais facilmente, rever todas estas memórias.

Foi então que fez uma descoberta (triste, muito triste!):

O Tiago tem um álbum de bebé. Na verdade... tem três. Eu... nenhum (?). Fez-se silêncio...

Voltámos as duas a procurar.

Silêncio outra vez.

A conclusão era simples: eu não tinha álbum de bebé!

Não quer dizer que me tenham fotografado menos. Muito pelo contrário. Há fotografias para dar e vender, ecografias, vídeos, documentos, apontamentos... Tudo isso existe.

Só nunca chegou a transformar-se num álbum.

A vida tem destas coisas. Há alturas em que há tempo para escolher a fotografia perfeita, escrever legendas bonitas e colar tudo direitinho. E há outras em que o importante é simplesmente guardar as memórias para um dia mais tarde.

Esse "mais tarde" chegou agora.

Depois de uma longa pesquisa, a mãe encontrou finalmente um álbum de que gostou mesmo.

Gostou porque não tenta ser "da moda". Não tem personagens conhecidas nem cores que daqui a meia dúzia de anos já pareçam antigas. Tem páginas para escrever, espaço para fotografias e aquele ar delicado dos livros feitos para serem abertos muitas vezes, mesmo daqui a muitos anos.

Este é diferente.

Parece mais um livro de memórias do que um álbum infantil. Tem espaço para escrever, para contar pequenas histórias e para juntar fotografias sem pressa. É daqueles livros que imaginamos abrir daqui a vinte ou trinta anos, sem parecer fora do tempo.

Por isso ela decidiu começar do princípio.

Está agora a preencher, com cerca de 17 anos de atraso, o meu Livro do Bebé.

(17 porque o Álbum é sobre o 1º ano de vida do bebé e eu, já vou fazer 20 em dezembro)

E, já que anda mergulhada nas nossas primeiras fotografias, ecografias, datas e histórias, também este blog vai aproveitar a viagem.

Parece que ainda há muita coisa por contar.

Afinal, as memórias nunca estiveram perdidas. Estavam apenas à espera que alguém tivesse tempo para lhes voltar a pegar.

P.M.A. (Post Multos Annos): Nunca é tarde para começar um Livro do Bebé. Só é preciso um bebé com um bocadinho mais de barba, estrias... ou de rugas.

ATENÇÃO: Nenhum desses é o meu caso!

Apresentamos o Muffin Marquês de Sir Dine!

Muffin Deverá ter nascido em maio de 2018, mais ou menos. Chegou aqui ao Reino a 23 de julho do mesmo ano.

Digam lá que não parece mesmo um anjinho?? (NOT) Muffin Muffin
P.M.A. (Post Multos Annos): Mais vale apresentá-lo tarde do que nunca, pois este "bebé" com ar de anjinho, já tem mais de 8 anos e idade para ter juízo, que definitivamente NÃO TEM!

Registo Ecográfico Comparativo: Rewinding

Vamos lá a comparar então, e efetivamente, quem era mais maior grande: eu ou o meu irmão?

Ainda andamos por aqui... quase 22 anos depois!

 Olá outra vez!!


Sim, nós sabemos. Quase vinte e dois anos sem dizer nada não é propriamente uma pausa. É mais um daqueles intervalos que começam por "já volto" e acabam duas décadas depois.

A verdade é que a vida aconteceu. Crescemos, fomos acumulando histórias, fotografias, vídeos, desenhos, trabalhos da escola, documentos e um sem-fim de memórias que nunca chegaram aqui. O blog ficou parado, mas a vida não.

Entretanto, a mãe continuou a fazer aquilo de que já gostava muito antes de nós nascermos. Anda metida na genealogia desde (pelo menos) 1991 e tem uma estranha felicidade em organizar caixas, datas, fotografias, documentos e histórias de família. Ultimamente decidiu pôr ordem em tudo. Não apenas para reconstruir o passado da família, mas também para que um dia nós possamos, se quisermos, percorrer este caminho para trás.

Foi nessa arrumação que aconteceu uma descoberta inesperada.

O Tiago tem... um, dois... talvez três álbuns de bebé. A Joana... nenhum.

Na verdade, faz sentido. Os primeiros anos da Joana foram vividos a correr, entre muitas preocupações e desafios que quem acompanhou este blog talvez ainda se lembre. Houve coisas mais importantes para resolver do que colar fotografias em folhas coloridas.

Mas isso não significa que essas memórias não existam.

Existem. Estavam espalhadas por postais, cartas, portefólios, caixas, envelopes, CDs, DVDs, pastas, cartões de memória e milhares de ficheiros. Só precisavam de alguém suficientemente teimoso para os juntar todos. A mãe voluntariou-se. Ou talvez nunca tenha tido grande hipótese.

Comprou finalmente um álbum de bebé para a Joana e começou a preenchê-lo. E, para o fazer, teve de voltar ao princípio. Rever ecografias, fotografias, vídeos, datas, apontamentos e pequenos episódios que já quase ninguém se lembrava.

Foi então que percebemos uma coisa.

Há histórias que nunca chegaram a ser escritas aqui.

Por isso, este blog vai voltar a ganhar vida. Não para fingir que estes vinte e dois anos não existiram, mas precisamente porque existiram. Vamos recuperar memórias, comparar fotografias, revisitar momentos e acrescentar tudo aquilo que ficou por contar.

O arquivo termina numa determinada altura. A partir de agora, começa também a contar a história de quem o voltou a abrir.

 *

P.M.A. (Post Multos Annos): Depois de milhares de sestas, imensos trabalhos de casa, muitos exames e uns quantos discos rígidos, retomamos finalmente a emissão.

segunda-feira, setembro 12, 2022

💖18 anos depois! 💖

  Há precisamente 18 anos atrás, a esta hora, já tinha nascido o Tiago. Volto aqui a publicar parte de um texto.

"O Tiago já chegou!
Nasci hoje dia 12 de Setembro de 2004 às 2:04m na maternidade do Hospital cá do sítio.
Media 47,5cm e pesava 3,080Kg.
Estavam presentes para além da minha mãe (claro!), o meu pai, os meus avós paternos e o meu tio R.
Quem me visitou logo que nasci foi o meu pai e os avós M. e J. De manhã cedo quem me visitou foi o meu pai e a avó C.
O papá tirou-me fotos para o resto da família me conhecer.
À tarde vi o meu tio .
Logo que nasci, e antes de me cortarem o cordão umbilical, dei um grito tão grande que até as enfermeiras ficaram admiradas! Foi um parto normal que durou 45m. Sem epidural.
Índice Apgar: 9/10
Como de 3 em 3h, bebo 30ml de leite no biberão. Adoro dormir e comer.
Mexo a cabeça de um lado para o outro."

E, 18 anos depois continua a adorar dormir e comer, incrível!
Hoje temos outro motivo para comemorar. O nosso príncipe Tiago Caracolinhos é oficialmente caloiro!
É um orgulho para toda a família, mas principalmente para mim.
Que a tua vida te traga mais felicidade, sabedoria e sonhos realizados.
💖💖💖