Há relatos de férias que começam com grandes aventuras, viagens, passeios e acontecimentos extraordinários. Este não.
O Relatório Oficial (via Caderno da Escola da Joana) começa assim:
“No sábado não fiz nada de especial, então vou inventar.”
E pronto. Está explicado. 😂
Ainda assim, havia planos.
“No sábado, eu queria jogar à bola, queria almoçar fora e queria ir brincar para o parque.”
Na prática, aparentemente, não aconteceu nada disso. Mas fica aqui registada a intenção, que também conta.
“No domingo, fiquei em casa.”
Um dia tranquilo. Sem grandes acontecimentos. O que, olhando para o que viria a seguir, talvez tenha sido uma boa preparação.
“Na segunda-feira, fui ao McDonald's e depois fomos para casa para eu patinar.”
Até aqui, tudo relativamente normal.
“Na terça-feira”, a coisa começou a ficar mais científica.
“Fiz uma experiência do vulcão com o meu pai.” 🌋
Pelas fotografias que ficaram guardadas, parece que havia um kit próprio para o efeito, portanto não estamos perante uma experiência científica feita com três colheres de farinha e uma garrafa de água.
Havia equipamento.
Havia instruções.
Havia um vulcão.
E, presumivelmente, lava.
Depois da ciência, voltámos ao computador: “fui jogar Team Fortress com o meu irmão.”
Porque uma coisa é provocar uma erupção vulcânica na sala. Outra é passar o resto do dia sem jogar Team Fortress. 😁
“Na quarta-feira, fui novamente ao McDonald's, depois fui aos tinteiros e, em seguida, fomos à Casa comprar velas.”
E assim terminaram as férias de Carnaval.
Uma semana que começou com a minha irmã a admitir que ia inventar acontecimentos, passou por McDonald's, patins, Team Fortress, compras de velas e terminou com uma experiência vulcânica.
Não sei se houve lava suficiente para classificar isto como férias radicais.
Mas, para 2017, parece-me uma programação bastante competente. 🌋😂
P.M.A. (Post Multos Annos): Nove anos depois, em 2026, o que mais me diverte neste relato não é sequer o vulcão.
É a frase:
“Não fiz nada de especial, então vou inventar.”
A sinceridade ficou registada para a posteridade. E ainda bem.
Quanto ao vulcão, as fotografias permitem confirmar que ele existiu mesmo e que houve pelo menos uma pessoa muito empenhada em fazê-lo entrar em erupção.
E há aqui uma pergunta que ficou por responder:
Afinal, o vulcão entrou mesmo em erupção ou ficou apenas a fazer figura de vulcão? 🌋


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