quinta-feira, março 02, 2017

Férias de Carnaval: entre o “não fiz nada” e uma erupção vulcânica

Há relatos de férias que começam com grandes aventuras, viagens, passeios e acontecimentos extraordinários. Este não.

O Relatório Oficial (via Caderno da Escola da Joana) começa assim:

“No sábado não fiz nada de especial, então vou inventar.”

E pronto. Está explicado. 😂

Ainda assim, havia planos.

“No sábado, eu queria jogar à bola, queria almoçar fora e queria ir brincar para o parque.”

Na prática, aparentemente, não aconteceu nada disso. Mas fica aqui registada a intenção, que também conta.

“No domingo, fiquei em casa.”

Um dia tranquilo. Sem grandes acontecimentos. O que, olhando para o que viria a seguir, talvez tenha sido uma boa preparação.

“Na segunda-feira, fui ao McDonald's e depois fomos para casa para eu patinar.”

Até aqui, tudo relativamente normal.

“Na terça-feira”, a coisa começou a ficar mais científica.

“Fiz uma experiência do vulcão com o meu pai.” 🌋

Pelas fotografias que ficaram guardadas, parece que havia um kit próprio para o efeito, portanto não estamos perante uma experiência científica feita com três colheres de farinha e uma garrafa de água.

Havia equipamento.

Havia instruções.

Havia um vulcão.

E, presumivelmente, lava.

Depois da ciência, voltámos ao computador: “fui jogar Team Fortress com o meu irmão.”

Porque uma coisa é provocar uma erupção vulcânica na sala. Outra é passar o resto do dia sem jogar Team Fortress. 😁

“Na quarta-feira, fui novamente ao McDonald's, depois fui aos tinteiros e, em seguida, fomos à Casa comprar velas.”

E assim terminaram as férias de Carnaval.

Uma semana que começou com a minha irmã a admitir que ia inventar acontecimentos, passou por McDonald's, patins, Team Fortress, compras de velas e terminou com uma experiência vulcânica.

Não sei se houve lava suficiente para classificar isto como férias radicais.

Mas, para 2017, parece-me uma programação bastante competente. 🌋😂


P.M.A. (Post Multos Annos): Nove anos depois, em 2026, o que mais me diverte neste relato não é sequer o vulcão.

É a frase:

“Não fiz nada de especial, então vou inventar.”

A sinceridade ficou registada para a posteridade. E ainda bem.

Quanto ao vulcão, as fotografias permitem confirmar que ele existiu mesmo e que houve pelo menos uma pessoa muito empenhada em fazê-lo entrar em erupção.

E há aqui uma pergunta que ficou por responder:

Afinal, o vulcão entrou mesmo em erupção ou ficou apenas a fazer figura de vulcão? 🌋

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